23 jun

 

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Olá, pessoal. Hoje no Blog da Michael daremos dicas de como fazer arpejo no violão. Para quem não sabe, esta técnica se dá quando as notas de um determinado acorde são tocadas uma a uma, sucessivamente e individualmente.

 

É importante ressaltar que os arpejos podem acontecer em quaisquer acordes (maiores, menores, com sétima, aumentados e diminutos), podendo ser simples, quando são tocadas apenas as três últimas notas do acorde, ou composto, quando são tocadas todas as notas do acorde.

 

 O 1º passo para aprender esta técnica é ter um bom conhecimento do braço do violão e das notas. Falamos isso porque os acordes possuem suas notas definidas e podem ser trabalhados em várias regiões do braço do violão. Por exemplo, eles podem ser feitos em uma ou mais notas por corda. Você pode fazê-los também soando com timbre diferente, usando notas mais agudas ou graves. É possível também executá-los com sequência de notas invertidas dos acordes.

 

Por isso, é hora de trabalhar a memória! É fundamental aprender sobre as casas do violão. Faça diariamente, este exercício: passe os dedos sobre cada nota da escala, sem tocar, mentalizando, uma a uma, as notas do instrumento. Com o tempo você reconhecerá cada uma delas, só olhando para o violão sem precisar tocar.

 

Depois estude a escala cromática, identificando os bemóis e sustenidos. Por último, treine bastante o uso da palheta, principalmente, na dinâmica de tocar as cordas para cima ou para baixo. Ao fazer isso lembre-se de movimentar os dedos e não punho. Além disso, não deixe-a muito presa para você executar com naturalidade e dinâmica.

 

 

Então é isso, estando afiados nestas dicas, com certeza farão os arpejos com facilidade! Esperam que tenham gostado! Bons estudos!

02 jun

post

 

 

Tocar violão é algo que exige uma boa coordenação! Tanto é que existem exercícios específicos para desenvolver somente a mão direita e outros para a mão esquerda.

Com o tempo e bastante prática seus dedos começam a agir de maneira independente, sem interferir no movimento um do outro.

 

Muitos associam o tamanho de seus dedos a falta de flexibilidade. Mas antes de dar a dica de hoje é importante esclarecer um ponto: dedos longos ajudam sim , mas não são justificativa para que deixe de exercitar e aprimorar.

 

Existem vários violonistas habilidosos que não tem dedos compridos, mas que se tornaram exímios músicos por serem dedicados.

 

Nesse artigo, vamos apresentar um exercício que vai ajudá-lo muito na independência dos dedos. Se estiver aprendendo ainda, é capaz que tenha alguma dificuldade, mas com a prática, verá que irá ajudá-lo bastante.

 

exercicio1

 

O exercício acima será feito utilizando quatro dedos da mão esquerda. A sequência 1-2-3-4 será repetido em todas as cordas, começando na primeira casa. Recomendo que faça esta sequência até a décima segunda casa para que seus dedos se acostumem com a diferença dos espaçamentos.

 

exercicio2

 

Este é exercício acima é uma variação do primeiro. Você vai fazer a sequência 4-3-2-1 em todas as cordas, só que agora fazendo de cima para baixo. Também recomendo que faça essa sequência até a casa 12 também para se acostumar com espaçamento.

 

Bons estudos!

26 mai

Está disponível no canal da Michael o vídeo feito pelo Alex Curi, Artista Michael e baterista do Sequaz, dando dicas imprescindíveis sobre o módulo da bateria eletrônica DDM-110! Confira o vídeo!

 

12 mai

guitarra

 

“Qual é a vantagem de cantar se eu só quero ser guitarrista?”. Esta é uma pergunta que parece simples de responder, mas quando você deseja realizar solos precisos, este recurso pode ser um diferencial!

 

Cantar uma música, nem que seja mentalmente, é um excelente exercício porque ensina a imaginar as notas antes de tocá-las. Quando você improvisa um solo em uma escala na guitarra, não basta saber o desenho dela! É fundamental saber quais notas vão encaixar bem em cada momento do solo. Trabalhar sua imaginação neste momento, pensando no solo antes de aplicá-lo, é fundamental.

 

Outro ponto importante é que “cantando” você melhora sua sensibilidade e criatividade, evitando solos, sejam eles simples ou complexos, sem melodias interessantes.

 

Então a dica é “cante”, se possível, entre até mesmo em uma aula de canto. Este desenvolvimento irá educá-lo a pensar  em uma nota por vez.Sugerimos que pegue uma música que goste de cantar e transforme-a num solo de guitarra. E faça o contrário também, pegue um solo de guitarra que você goste e tente cantá-lo.

 

Com o tempo sua percepção irá melhorar e seus solos irão dar um salto de qualidade! Fica a dica

 

 

 

05 mai

violão

 

Nossa saúde é um bem precioso! Estar com o corpo “saudável” mantém nossa qualidade de vida e nos permite viver em plenitude. Falando do universo dos músicos, a saúde “auditiva” é algo que deve ser tratada de maneira especial.

 

Os ouvidos são ferramentas de trabalho por serem o canal que recebe estímulos e inspirações, além de serem fundamentais no aspecto técnico (timbragem, sensibilidade, dinâmica).

 

O assunto merece ser tratado com seriedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a perda de audição relacionada ao ruído musical é a segunda maior causa de surdez no mundo.

 

Parece um paradoxo, mas a perda auditiva funciona de maneira “silenciosa”, e no geral é por efeito cumulativo. A exposição de som elevado durante um período grande pode causar danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada.

 

Neste contexto os músicos são as grandes vítimas, ou “vilões” de si mesmo. É comum terem um fascínio por tocar músicas, ensaiar, mixar, gravar com um volume mais elevado. Por isso, seguem algumas dicas para manter a saúde dos seus ouvidos em dia:

 

 

  1. Não coloque o som do seu carro no volume de um show cada vez que for dirigir.
  2. Evite ficar perto de alto falantes e PAs enquanto estiverem com muito volume.
  3. Não utilize fones de ouvido “altos” e por muito tempo.
  4. Cuidados com os equipamentos In Ear. Só os utilize com técnicos de som experientes.
  5. Para músicos que estão no “batidão”, dê um descaso ao seu ouvido sempre que puder (livros e atividade física pode ser uma boa alternativa).
  6. Utilize os protetores de ouvidos quando ficar exposto em ambientes com muito volume.

 

Espero que tenham gostado das dicas! Lembre-se, ninguém pode gostar mais de você do que você mesmo. Então, cuide-se!

20 abr

violaomichael

 

Olá, galera. Tem coisa mais frustrante do que você afinar seu violão e pouco tempo depois sentir que as cordas voltaram? Esse tipo de situação ocorre por “n” situações, mas uma que as pessoas têm pouco controle é  quando o instrumento fica exposto às mudanças climáticas! Quando você toca em regiões de climas distintos fica difícil de fazer o encordoamento estabilizar! E neste frio então?! Puts…

 

Uma dica legal para quem acabou de trocar as cordas e vai tocar em temperaturas mais frias é dar a primeira volta da corda por cima da tarraxa e as outras por baixo, enquanto laceia. O lado ruim é que se você levar o azar de arrebentá-las será mais trabalhoso pra trocar, mas é algo que pode ajudar.

 

Além disso, é fundamental ter um afinador cromático sempre em mãos para checar a afinação. Quando, por exemplo, você entrar em um estúdio ou local mais frio, que tenha ar condicionado, é preciso deixar o instrumento acostumar com a temperatura para depois afinar. Tenha certeza, se afinar fora do local e entrar para tocar direto, a chance da afinação variar é gigante.

 

Deslizar a mão sobre o instrumento é uma importante maneira de estabilizar e equilibrar a temperatura. Além disso, para as cordas novas de náilon, uma dica é puxar a corda para cima com o indicador e ao mesmo tempo pressioná-la pra baixo com o dedão. Faça isso de corda em corda, em vários pontos do encordoamento para que tensão fique ajustada.

 

Então é isso, galera!

06 abr

michael

 

Estudar notas fantasmas, as chamadas ghost notes, é fundamental para os bateristas conseguirem arranjos rítmicos diferenciados. Para quem não sabe, elas são notas tocadas com pouca força, pianíssimo, e são feitas principalmente na caixa, apesar de poderem ser feitas em outras peças também.

 

Mas como executá-las com qualidade?  O primeiro passo é entender que elas funcionam com um movimento curto do pulso. Para tocar a técnica corretamente a baqueta tem que estar no máximo 5 centímetros da pele. É importante sempre utilizar o metrônomo e praticar com o andamento mais confortável possível.

 

É fundamental que você se concentre nas articulações das notas e nas dinâmicas. Para soar bonito, o chimbal pode ser acentuado nos tempos, tocando na sua borda com a lateral da baqueta e em cima com a ponta. Já as notas fortes funcionam também podendo ser tocadas com uma combinação de aro e pele, o rimshot

 

Confira abaixo neste vídeo nosso baterista Diego Sanches aplicando as notas fantasmas!

 

31 mar

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Tirar um solo de ouvido não é uma coisa muito fácil, exige bastante estudo! É preciso também uma boa percepção musical e também desenvolvimento técnico para que ele saia bonito e preciso. Hoje, no Blog da Michael iremos dar dicas de como você pode desenvolver esta habilidade!

 

 1ª:TOM DA MÚSICA
É importante saber qual o tom da música que você irá tirar o solo. Sem essa informação, a tendência é que você fique confuso. Poderá até tirar partes dele, mas sua memória vai ficar “rodando”, sem saber para onde ir. O tom da música irá funcionar como “atalho”, a referência correta para o solo.

 

2ª: ESCALAS
Identificou o tom, agora é hora de repassar as escalas que fazem parte dele.  No primeiro, momento faça este exercício sozinho, antes de ir para o solo. Isso é importante para que sua mente consiga “mapear” a sonoridade das possíveis notas.  Após tocar a escala na guitarra ou violão, toque-a do começo ao fim junto da música. Você irá perceber que em alguns trechos as notas se encaixam melhor. Quando ouvir o solo, estarão mais firmes na sua memória!

 

3ª: DICA: DIVIDA O SOLO
Uma outra dica é dividir os solos em partes ou compassos. Esta é um maneira de você “enxergar” os pequenos detalhes que fazem total diferença. Identifique também quais foram as técnicas utilizadas: bends, slides, tappings, pull-of, arpegios, etc. Caso não estejam firmes, faça exercícios delas para que o solo saia com mais facilidade.

 

4ª: DICA: OUÇA O SOLO

Esta é uma dica elementar. Você não irá conseguir tirar de ouvido algo que você não conhece bem. Escute cada parte do solo separadamente, até que você consiga decorá-lo. Quando você conseguir “cantá-lo”, sem auxílio do instrumento é o momento certo de praticar. Com o solo memorizado, com as técnicas afiadas e mapeado fica mais fácil de você encurtar este processo. Não tente tirar todo o solo de uma vez! Divida-o e só passe para a próxima parte quando sentir que está bem afiado.

 

Por último! Tenha paciência e não pule etapas! Com disciplina e treino você irá naturalmente tocar com facilidade. O importante é respeitar o processo e não desistir jamais!

 

Grande abraço!

24 mar

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Olá, pessoal. Quando falamos de madeira temos que ter bastante cuidado porque os instrumentos musicais são “organismos” bastante complexos e isso pode gerar algumas confusões ou conclusões precipitadas.

 

 

Só para exemplificar, imagine que você esteja escolhendo 3 modelos de guitarra e todas com o mesmo tipo de matéria-prima no corpo. A pergunta é: você acha que elas irão ter a mesma sonoridade? A resposta é: não, necessariamente. Vai depender dos captadores, da largura do corpo, da junção do corpo com o braço, da combinação entre as madeiras, do “hardware” (partes metálicas: ponte, trastes, tarraxas…) e da parte eletrônica (pick-ups, instalação elétrica, circuitos e conexões).

 

 

Porém, não podemos negar que a madeira é um componente importante, principalmente, nos instrumentos que tem sua sonoridade gerada acusticamente pela caixa de ressonância, como é o caso dos violões. Então, vamos lá! Vou passar algumas informações sobre as mais utilizadas no mercado para que você tire de vez suas dúvidas.

 

 

Espruce (Spruce):

Spruce

 

Embora com textura diferente do Maple, é a vencedora de todos os tempos para o tampo de violões “flat top” (tampo plano). Espruce é leve e tem veio apertado. Isto faz com que a madeira, quando corretamente cortada, vibre de maneira muito semelhante a um cone de alto-falante. Melhor ainda, com o passar dos anos, a seiva escondida nos veios seca gradualmente e cristaliza-se, acentuando ainda mais o brilho e a qualidade de ressonância da madeira.

 

Jacarandá (Rosewood): 

Rosewood

 

Esta madeira, principalmente o Jacarandá Brasileiro, tem-se tornado o padrão de qualidade máximo para fundos e laterais dos violões acústicos. Densa e de aparência maravilhosa, ela proporciona um grave cheio, com ótima resposta em tons agudos e um distinto médio “quase piano” ao timbre. Em alguns instrumentos “sólidos”, tem algumas limitações que precisam ser consideradas.

 

Por exemplo, no corpo das guitarras ficam muito pesadas e com o timbre demasiadamente brilhante. Além disso, por ser uma madeira rara é bastante cara também.

 

Mogno (Mahogany): 

Mahogany

O mogno tornou-se popular para violões pela sua beleza e pela qualidade sonora. Proporciona um timbre mais “sala de estar” ao violão. Em outras palavras, o som é estridente, e não brilhante. Tem uma sonoridade “potente” e frequências bem equilibradas, características que agradaram os Beatles, em suas primeiras gravações. Indo mais longe, pode-se construir uma guitarra inteira somente com mogno. Em instrumentos “elétricos” é marcado pelo som morno, repleto de frequências, de baixas à médias.

 

Maple:

Maple

 

O principal uso desta madeira é na construção de braços e também na “capa” em guitarras elétricas. O Maple é extremamente denso e duro, ao mesmo tempo que é ideal para suportar o stress da tensão das cordas. Pode ser também utilizado em fundo ou laterais de violões, mas não com tanta frequência como jacarandá ou mogno.

 

Então é isso, pessoal. Espero que tenham gostado!

 

17 mar

 

violãoharmonico

 

Hoje no Blog da Michael explicaremos a diferença entre harmônicos naturais e artificiais usando como parâmetro o  violão.  Para quem não conhece, os harmônicos são sons “escondidos” gerados por apoio leve nas cordas sobre os trastes.

 

O harmônico natural é o mais simples a ser executado. Ele consiste em tocar uma corda solta e logo depois encostar o dedo levemente em uma determinada corda próxima ao traste da guitarra, violão, entre outros instrumentos de corda. Para a tocabilidade correta, não faça pressão sobre o traste. Apenas encoste o dedo de leve e logo em seguida, retire. Faça os harmônicos nas cordas G, D e A, pois elas têm mais vibração

Você também pode excutá-los com facilidade na quinta casa e na sétima. Além dessas, pode fazê-lo na oitava acima da escala, na 17ª, 19ª e 24ª casas.

 

Alguns músicos, executam apenas com a mão direita, sem tocar a corda solta, porém, está técnica só é feita em determinadas casas.

 

Já o Harmônico artificial é feito com a corda presa, sendo executado apenas com a mão direita. Para aplicá-lo, coloque a ponta do indicador na altura do traste, e depois utilize qualquer um dos outros dedos da mão direita (polegar, médio, anular ou mindinho) para vibrar a corda. Pode ser feito com paleta também.

F.Gênia